quarta-feira, 8 de abril de 2015

Índia

 #Índia

A primeira vez que viajámos para a Índia, foi em 2011. A segunda,estará para breve.
Quem já foi, sabe o quanto pode ser  difícil descrever tal experiência com tudo o que esta acarreta.
Cheiros, emoções, ruídos, cores que nos chocam a cada inspiração, é como uma terapia de choque, num momento todas as células do corpo parecem gritar de desconforto, pelo clima, os maus cheiros,por toda a miséria a que se assiste. No momento seguinte, tal é o prazer que faz com que a dor seja esquecida. Os místicos cheiros das especiarias e incensos, as cores dos sarees esvoaçantes á nossa frente, os sorrisos curiosos, mas honestos com que vamos sendo presenteados.. No entanto ela, a dor,está lá. Está lá para nos ensinar um pouco sobre o mundo, sobre as pessoas que vivem em  realidades tão distantes da nossa, está lá para nos lembrar que viajar até à Índia,mais  que uma viagem volta do mundo é uma viagem interior. Essa memória, esse choque vai-nos fazer crescer e dar valor ás pequenas coisas que nos passam despercebidas no dia a dia. Sem dúvida que nos tornamos mais tolerantes, depois de uma viagem à Índia, ou pelo menos,deveríamos.
 O mais fascinante na Índia, são os contrastes com aquilo a que estamos habituados. O conceito de cidade, é outro. O conceito de alegria e liberdade, é outro. O conceito de viagem,é outro. O conceito de miséria,é outro.o conceito de lavado ou limpo, é outro. O conceito de tempo, é outro. É um sitio, onde tudo pode acontecer,e foi sem duvida o lugar onde passei alguns dos momentos mais cinematográficos (no sentido impossível da coisa) da minha vida. Desfrutamos de belos por-do-sol em Goa, visitamos o tão concorrido Templo Sagrado de Shiva em Varanasi, palmilhamos as ruas da imensa cidade de Mumbai, andamos de auto-rickshaw em modo todo o terreno montanha a baixo, algures no Rajastão, andei em cima de uma moto com 2 pessoas,por entre vacas e pessoas as estreitas ruas de Pushkar... enfim, um sem numero de momentos em que quase esfregamos os olhos para perceber se estamos mesmo a viver aquilo ou se será um sonho.
Para um português é extremamente barato passar uma temporada na India. 60 rupias,corresponde a cerca de 1 euro. Lembro-me de pagarmos pouco mais de 5 euros, para fazer quase 2000 km de comboio,  tudo bem que não foi em primeira classe com AC, mas foi numa sleeper class, bem aceitável,para a quantidade de km que iamos fazer. Pagámos sempre, entre 2 e 4 euros por noite,  nas Guest houses, de norte a sul da Índia, as refeições, eram muito baratas,talvez 1 euro ou 2 por pessoa,dependendo do sitio.
Depois desta viagem ficámos com a certeza de que iríamos voltar. Entretanto, veio o Mateus e fomos adiando...agora, parece estar a chegar o momento. Até lá vou falando um pouco,do que foi a nossa viagem.

Namastê




                                                O nosso incio de viagem foi em Goa.  Arambol1º dia

                                                       Adoramos Arambol.Pôr do Sol em Arambol


                                                              Nascer do Sol em Arambol


quinta-feira, 19 de março de 2015

# Ri's kitchen

Cozinhar, sentir os alimentos, cheirá-los, experimentar novos sabores e descobrir novas iguarias, são dos maiores prazeres cá de casa. Isto, aliado à vontade que temos de nos tornarmos mais fortes, saudáveis e felizes, faz o casamento perfeito! Há alimentos ou refeições que transcendem claramente a sua função saciante e nutritiva, passam sim a nutrir a alma. É tão bom quando experienciamos algo assim, com alimentos reais e saudáveis. É como se de uma dança se tratasse, dança essa em que o corpo e o espírito confluem e se nutrem de amor.  Gosto de pensar assim em  relação à comida e de facto foi ao criar esta relação com a comida que aprendi a ouvir e conhecer melhor o meu corpo.

Por aqui, adoramos experimentar novas receitas, mais ou menos elaboradas, enfim, tirar o máximo usufruto  dos alimentos, sem transformar demasiado a sua essência.

Hoje trago um bolo cru!
É a maior das delicias e tem a vantagem de ser feito só com alimentos muito nutritivos. Ah, e não tem açúcar ;)
Já o fiz algumas vezes e é uma verdadeira perdição! Raramente tenho desejos por doces, mas quando tenho tento sempre fugir ao açúcar branco, que nenhum beneficio nutricional nos trás,até pelo contrário.

Segue então a receita do  #RAW CAROT CAKE

               Base do bolo
  • 100g de tâmaras (demolhadas durante 2 horas) 
  • 100g de nozes
  • 1 cenoura grande
  • ¼  colher de chá de noz moscada
  • ½ colher de chá de gengibre fresco
  • 1 colher de chá de canela
  • 1 colher de sopa de óleo de côco (sem ser derretido)
  • 3 colheres de sopa de amêndoa em pó

            Creme para finalizar o Bolo
  • mão cheia de cajus (demolhados)
  • mão cheia de tâmaras (demolhadas)
  • algumas gotas de extracto de baunilha
  • coco ralado para decorar
Como fazer...

         Para o bolo :
  1. Depois de demolhadas por duas horas,junte as tâmaras e as nozes num processador de alimentos e tritura durante 20 segundos ( dependendo do processador). A ideia não é reduzi-los a puré, mas que fiquem num ponto de fusão em que sem peguem um ao outro.
  2. Rale a cenoura e adicione ao processador.
  3. Rale o gengibe e adicione o mesmo, juntamente com a canela e a noz moscada.
  4.  Adicione a colher de óleo de coco, se não estiver no seu estado liquido melhor.
  5. Passe todos os ingredientes no processador, até adquirir um aspecto pastoso, com pequenos pedaços e que estes se colem entre si.
  6. Passe a mistura para uma taça adicione a amêndoa em pó e pressione bem, pode reparar em pequenos pedaços de óleo de coco inteiro, caso aconteça, misture com o resto dos ingredientes, pressionando para que se desfaça.
  7.  De seguida coloque a mistura sobre um prato e molde, com as mãos, a seu gosto.Eu,dei a forma de um circulo.

        Para o creme :

     1. Depois de demolhados, os cajus e as tâmaras, escorra-os bem e coloque-os no processador, com umas gotas de extracto de baunilha. Quando tiver um aspecto cremoso, está pronto.
Chegou a hora de vestir o seu bolo de cenoura cru :)
barre toda a superfície exterior do bolo com o creme de caju. Para finalizar pode colocar um pouco de coco ralado,por todo o bolo e quem sabe um pouco de cacau cru!
Bom apetite! Com este bolo,não vale ter remorsos,pois para alem de não ter  açúcar, é muito rico em nutrientes e o nosso corpinho agradece :)
 Nota : como tem muitos frutos secos, vai reparar que não vai ter necessidade de devorar o bolo para se sentir saciado,uma fatia ou pouco mais já o vão satisfazer.









Recipe

Serves: 4 – 6 slices
Preparation time: 25 minutes (plus 2 hours soak time)
Cake Ingredients:
  • 100g (3½ oz) dates (will need soaking)
  • 100g (3½ oz) walnuts
  • 1 large carrot
  • ¼ teaspoon nutmeg (freshly ground)
  • ½ teaspoon fresh ginger (grated)
  • 1 teaspoon ground cinnamon
  • 1 tablespoon coconut oil (not melted)
  • 3 tablespoons ground almonds
Creamy Frosting Ingredients:
  • Handful cashews (will need soaking)
  • Handful dates (will need soaking)
  • Dash of vanilla extract
  • Dessicated coconut to dress

Preparation:

Soak the following ingredients in pure water (to make them easy to blend later)…
  • The ‘dates’ (for the cake) – for about 2 hours.
  • The ‘cashew & dates’ (for the creamy frosting) for at least 2 hours (can leave the frosting ingredients soaking for a lot longer).
How to make the cake:
  1. After 2 hours, drain the dates for the cake. Add to the food processor with the walnuts and process for about 20 seconds, until you get a rustic chunkiness. It should not be a puree, although it should be able to easily stick together.
  2. Grate carrot and add to food processor.
  3. Grate nutmeg and ginger with a fine grater and add to the processor along with the ground cinnamon.
  4. Add 1 tablespoon of coconut oil. Note: Coconut oil actually only turns to oil  at 24°C (76°F), so unless you live in a really warm place, it’s probably solid (a soft kind of solid). That’s perfect.
  5. Combine all ingredients (except ground almonds) in a food processor, pulsing, taking off the lid and scraping down as required. It shouldn’t take long to blend all ingredients together. A chunky rustic blend is required – where everything is chopped up small, but holding together when pressed.
  6. Place mixture into a mixing bowl; add ground almond and mix everything together using  a pressing motion with the back of a metal spoon. If you see any solid lumps of coconut oil,  just work and press them in until they disappear.
  7. Scrape ingredients onto a large plate and mould into a shape of choice (square, round, heart, star – whatever you like). Place in the fridge for as little or as long as you want to.
To make the creamy frosting:
  1. Soak the cashews and dates for at least 2 hours to make them soft enough to blend. This is a minimum soak time. You can leave them for a lot longer (even over night) if you prefer. Once soaked, drain thoroughly, add a dash of vanilla extract and blend until you achieve a thick cream.
  2. Spread frosting evenly and thickly to coat the cake.
  3. Serve as it is or sprinkle with dessicated coconut and garnish with walnuts or edible flowers etc.
This cake will keep in the fridge for a few days or can be served immediately. It should taste great as it is, although the flavours will continue to dance and entwine the longer it is left.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Os 3 Mosqueteiros

Mãe, Menina, Mulher. Apaixonada pela diversidade que vai encontrando no seu caminho. Apaixonada pelo seu companheiro de aventura, Francisco e pelo maravilhoso que têm em comum, Mateus.
Este será um espaço de partilha das  nossas aventuras, viagens, do nosso dia-a-dia, das nossas descobertas, dos nossos Sonhos!
Somos uma família de 3 mosqueteiros unidos e amados uns pelos outros da forma que melhor sabemos. Juntos crescemos e aprendemos de uma forma imensa! Temos vontade de redescobrir esse mundo fora e contar-vos algumas das nossas aventuras do quotidiano.
Vou relembrar alguns momentos das nossas viagens, falar de viagens que estão  prontas a sair do forno e da forma como nos organizamos para  viajar, agora, com  o bebé Mateus!
O Mateus tem 2 anos e já conheceu dois países. Esperamos que aos 3 anos tenha visitado, pelo menos mais um, e não é que já temos planos?
Em breve desvendarei esse destino.Vou contar os preparativos para essa viagem, que se aproxima e que já deixa um nervoso miudinho na barriga.
Quando estamos no nosso ninho, aproveitamos para aprender  com o que temos ao nosso alcance. Aromaterapia, Fitoterapia, Nutrição e Culinária são  temas muito presentes por aqui.




Sempre que possível  iremos  traduzir os posts para Inglês e caso se justifique noutros idiomas também .

Ri e Família

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Mother, Girl, Woman. Passionate about the diversity that finds in her way. Passionate about her companion and fellow adventurer, Francisco and the wonderful son they have in common, Mateus.
This will be a place for sharing our adventures, our travels, our day-to-day life, our findings, our dreams!
We are a family of 3 musketeers loving each other the way we do best. Together we grow and learn! We desire to rediscover this world in our way and tell you some of our experiences.
I will recall some moments of our past trips and write about the future trips that are coming soon and the way we organize ourselves to travel, now with baby Mateus!
Mateus is 2 years old and has already visited two countries. We expect that, when he is 3, he will have visited at least one more... and guess who already have plans?
Soon I will unfold this destination.I'm looking forward to this one and I'll share, in this blog, the preparations we're doing for it!
When we're in our nest, we take the opportunity to learn from what we have at our disposal. Aromatherapy, Herbal Medicine, Nutrition and Cooking are frequent themes here.




Whenever possible we'll translate the posts to English and once in a while to other languages as well.

Ri and Family